Em casa mais cedo, mas mais cansado e estressado do que se tivesse trabalhado 23 horas seguidas. Tiroteio na Maré, pânico na escola, crianças desesperadas, professores tentando controlar a situação. Pais assustados correndo de lá para cá para resgatar seus filhos e a escola, com uma "intervenção" em andamento totalmente vunerável e sem um direcionamento estratégico pensado coletivamente para essas situações.
A coisa foi realmente de assustar. Dezenas de homens armados correndo de lá pra cá, tiros a esmo e a polícia estratégicamente posicionada no viaduto que dá acesso à ilha do fundão no cruzamento da linha vermelha com a linha amarela para garantir o direito de ir e vir dos "cidadãos" e a normalidade da vida urbana. Enquanto isso milhares de meios cidadãos entregues a sua própria sorte. Quem? Os moradores da Maré ora bolas! Por que a polícia está lá, mas nem de longe é para garantir a segurança dos moradores vítimas eternas do descaso da sociedade e de sua ignorância.
Quando a noite chegar e o "bicho" pegar quem vai zelar pela paz na comunidade? Ninguém.
E a madrugada com certeza será "tremenda" com confrontos entre facções disputando o pedaço do bolo, muitos tiros, terror e com certeza a ausência do poder público.
E amanhã como se nada estivesse acontecido, os "kamikasis" da educação ( educadores ) estarão lá tentando levar um pouco de cidadania à jovens e crianças quase sonâmbulos afetados psicológicamente e fisicamemte pela realidade dura e cruel da comunidade.
E o pior de tudo! A escola sem uma equipe de direção definida entregue a própria sorte e aos impulsos emotivos do momento.
Que doidera! Precisamos urgentemente de uma direção senhora secretária.
Que tal acelerar esse processo na 4ª CRE e definir logo o como e que profissionais farão parte dessa equipe de direção que terá a difícil e árdua missão de dirigir essa escola singular, o Ciep Operário Vicente Mariano.
Será que alguém realmente quer essa missão?
Foi lamentável no auge do estresse emocional e do desespero para controlar os alunos em pânico, alguns aos prantos nervosos, ver pessoas "estranhas" ao cotidiano escolar dando ordens e definindo encaminhamentos que afetam diretamente a segurança dos alunos e funcionários da instituição já que uma equipe de direção não estava lá para exercer sua função. Dirigir a escola.
Ainda bem que o corpo docente, formado por educadores sensatos; conseguiu contornar a situação na medida do "impossível" e pelo menos até o momento em que consegui sair da comunidade tudo estava bem com alunos, professores e funcionários. Graças a Deus!
HelÔÔÔ! Vamos acordar galera dos gabinetes que a coisa tá ficando complicada. Ou será que vão esperar a coisa ficar mais complicada ainda e acontecer uma tragédia para então sentar e resolver isso da forma mais coerente e responsável possível.
Pois oque não pode acontecer é justamente isso, uma escola com mais de 2000 cidadãos entregue a própria sorte. E ainda mais uma escola singular como o Ciep Operário Vicente Mariano situada na linha de tiro do tráfico.
Apesar de cansado, indignado e preocupado, ainda tenho forças para registrar aqui nesse espaço mais esse fato lamentável na nossa Unidade Escolar.
Espero que a "escola do amanhã", se tiver condições de amanhã ter aula normalmente, pelo menos tenha uma estratégia definida pela 4ª CRE em caso de nova confusão.
Ah! Minha intuição me diz, e olha que ela dificilmente falha, que isso é apenas um alerta para os responsáveis por essa situação e que problemas pontuais podem se avolumar caso uma equipe não seja definida rápido para que a normalidade escolar retorne ao nosso cotidiano.
Que Nossa Senhora da Educação, Alá, Buda, Jeová, os Espíritos de Luz e os Orixás se juntem e nos protejam por que o negócio "TÁ COMPLICADO"!
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