domingo, 13 de setembro de 2009

"TOUT EST BIEN QUI FINIT BIEN" - PROF. MÔNICA TAVARES

Existe um provérbio que diz “tout est bien qui finit bien”. Ele é utilizado quando, após uma situação problemática, chega-se a um final feliz e, ultimamente tenho pensado bastante nesta citação para que minha vida profissional seja retomada e que eu possa sair deste quadro de inércia.
 
Entretanto, faz-se necessário relembrar meu início profissional na maré, pois aprendi muito com aquela comunidade e tenho certeza, absoluta, que, sempre, houve uma empatia muito grande entre nós. Comecei minha trajetória na maré em fevereiro/1991, regente de francês. Fui apresentada aos colegas durante uma reunião pedagógica, que já naquele momento, em ciep, acontecia às 4ª feiras. Todos pareciam entusiasmados com o início do ano letivo e, eu, também. A direção, na época, estava empenhada em mostrar à comunidade do entorno a excelência dos professores que ali estavam objetivando aumentar o número de alunos na escola, sem perder a qualidade no ensino.
Em 1992, levei minha 2ª matrícula para o ciep e a direção me chamou para fazer parte da equipe.em 1994, a diretora geral me chamou e confidenciou que não gostaria dedar continuidade a mais uma gestão e, perguntou se eu não gostaria de ficar à frente da direção. Respondi que não, mas que gostaria de indicar uma pessoa que, com certeza, daria prosseguimento no empenho da gestão anterior e, foi assim que, ao final, daquele mesmo ano, após se apresentar e ser sabatina por pais, responsáveis, alunos e professores passando por uma consulta (eleição), a especialista em educação, Walmyra, inciou sua trajetória na maré. A cada ano que se passava percebíamos o entusiasmo da comunidade em participar, conosco, do projeto político pedagógico, com temas norteadores baseados na ética, no resgate de valores, no respeito ao próximo, a si mesmo, na preservação da natureza, etc.
Durante quase meus 18 anos e 15 anos da Walmyra, lutamos um bom combate, sabíamos quais eram os obstáculos a serem ultrapassados e sabíamos com quem podíamos contar. Achávamos, sempre, que nossos maiores problemas eram: como atender a demanda no que diz respeito à quantidade de vagas/quantidade de alunos em sala aula, falta de profissionais, os momentos de confronto e as possíveis balas perdidas, entretanto fomos atingidos, nós e a comunidade como um todo, por uma “tsunami” que varreu de maneira devastadora todo nosso planejamento para o triênio 2009/2011. Dizíamos na nossa autoavaliação, entregue em outubro/2008: “ainda há muito a realizar” (título que demos à nossa proposta de trabalho). Contávamos, como sempre, com a avaliação de todos os segmentos da escola que nos mostravam que deveríamos avançar em alguns aspectos, modificar o que não estava dando certo e, continuar lutando pela transformação e na busca constante da harmonia, respeito, solidariedade e resgate dos valores que nos serviram de sustentação e equilíbrio, na certeza de que não se apagariam os valores do passado e as conquistas realizadas. Nosso propósito era de continuar resgatando a escola de qualidade, pois é a instituição que tem a grande responsabilidade de formar cidadãos conscientes, de garantir os seus direitos e o cumprimento dos seus deveres tendo como único objetivo: diálogo aberto e solidário; unindo-se as três vertentes do triângulo: família/escola/criança-adolescente.
Infelizmente, hoje, estou aqui, revelando que me sinto completamente desiludida profissionalmente. Logo eu, que a convite da embaixada da frança/associação de professores de francês do est. do rj/sme do rj), fui por duas vezes à frança para me aperfeiçoar e, trazer na bagagem,tudo que havia de atual no ensino de uma língua estrangeira. É preciso dizer, também, que há menos de três meses atrás participava da escolha do livro didático para língua estrangeira/francês, na sme, atendendo uma solicitação da 4ª cre/ged. É preciso dizer, também, que jamais deixei de ser regente. Foi meu primeiro pedido, quando disse sim para fazer parte da equipe da direção em 1992. Ser regente de francês sempre foi meu foco e, em seguida, defender a comunidade escolar juntamente com a diretora geral, mas a “onda” baseada num “denuncismo” e, agora, até com ameaças de novas denúncias baseadas em dossiês, relatórios e fotos varreu nossa vida profissional.
O que essas pessoas ainda desejam? Será que ainda não estão satisfeitas com o que têm em mãos? A punição pautada no “denuncismo” não foi exemplar? Retornando ao início do meu texto, ao provérbio, tenho certeza que nossos mais de 15 anos à frente do Vicente Mariano não foram em vão, plantamos uma semente maravilhosa que saberá com dignidade, ética, zelo, bem-querer a si, ao próximo, e à natureza colher bons frutos. Já colhíamos esses frutos e vocês continuarão a colhê-los por nós. Sabem de uma coisa: agora me lembro de um fato. Lá no ciep, existem várias árvores plantadas por nós, mas duas delas são por demais significativas para nós, uma é grande e dá uma sombra maravilhosa e, outra, nesta época do ano, exala um perfume, bem suave, de jasmim. Quando estiverem com saudade da gente, olhem para elas!Até breve!
Mônica Tavares
fam

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