quarta-feira, 17 de março de 2010

DIA E NOITE... NÃO E SIM...



Hoje admirando uma singular e poética formação de nuvens em destaque no céu nublado; penetrei em domínios da sensibilidade nunca “dantes” navegados. Talvez sejam os reflexos energéticos na minha psique das explosões solares ou algum efeito colateral decorrente da ligeira mudança do eixo de rotação do nosso planeta.

A cumplicidade das batidas do meu coração, em sintonia com o pulsar da fonte cósmica de sabedoria e amor infinito; pareciam  indicar a magnitude de Ser Humano; e uma simples, mas divina satisfação de Ser e saber-se em contínuo processo evolutivo tomou conta de meus pensamentos por um instante infinito.

Ainda que no caos da urbe e sua dinâmica assustadora, por segundos penetrei a essência de Ser um ser integrado, e admirando da janela do coletivo aquela nuvem em constante transformação experimentei sensações e emoções que gostaria de compartilhar com o mundo e quem se perderam numa lágrima solitária e emocionada.



Mas aqueles segundos, que me fizeram perceber que a felicidade é um momento que dura uma eternidade e que se durar mais que um momento não é mais felicidade, num piscar de olhos e no ronco de um motor se esvaneceu trazendo a dinâmica desintegrada da vida que decidimos viver no início de um novo milênio.

Esse prazer sublime experimentado, ainda que fugaz, me fez pensar no tempo que perdemos com coisas triviais, vulgares e desconexas da essência de realmente Ser Humano na mais perfeita acepção da palavra.
Quanto tempo perdemos com coisas insignificantes, buscando em poses materiais, sentimentais, emocionais e até pessoais a felicidade que com certeza está oculta na combinação perfeita entre o Ser e o Estar conectado à magia dos momentos e à beleza das coisas vividas?

Hoje um link da rede mundial de computadores me comoveu pela força da reflexão que traz embutido acenando que estamos no auge de nossa desconexão da natureza e das leis que dinamizam a existência em todos os planos de sua manifestação. 


 Uma declaração desprovida de sensibilidade e de coerência me inspirou a fazer essa reflexão e a conectar uma experiência aparentemente negativa com uma positiva para mostrar que ambas somam, acrescentam e enriquecem dependendo apenas do olhar e da percepção de quem as vivencia.

A cantora mexicana que afirmou ser melhor uma criança morrer de fome do que ser criada por um casal gay sintetizou a essência de nossa ignorância humana e a força de nossa intolerância às diferenças que em essência são a riqueza de um Universo (Uno e Verso) uno na sua essência e diverso na sua imanência. E por isso infinitamente belo.

Ainda temos que caminhar muito em direção à Luz para poder neutralizar a sombra de nossa ignorância e quem sabe banhados em Luz Infinita; possamos ver nas diferenças dos outros e suas singularidades a beleza de nossas próprias individualidades e de nossas diferenças.



Para alguns é difícil sorrir sem que o outro esteja também sorrindo. Mas para alguns só é possível sorrir se o outro está chorando. Fazer o quê? A vida é mesmo assim... Dia e noite, não e sim!

Que a Luz Divina tenha piedade de nós; mergulhados na aparente “incoerência” que só a Sabedoria Divina é capaz de compreender, e dê a cada um de nós o cadinho que nos é de direito de acordo com nossos méritos individuais e coletivos nessa passageira existência na terra. E resto é o resto.

Por Diógenes Lima
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