Mais uma operação policial na Comunidade da Maré traz à tona o problema das políticas de segurança pública destinadas às populações mais pobres.
Caminhando para ser a quinta economia mundial, exemplo de riqueza e cidadania em outros países, o Brasil é paradoxalmente também um dos mais pobres do mundo. A ineficácia das políticas públicas de segurança se reflete em altos índices de violência e morte. E figurando nesses índices lamentáveis do descaso público aparecem entre os quase seis mil mortos por ano em homicídios no país os homens jovens, negros e "favelados".
Qualquer ser pensante sabe que se houvesse um Estado eficaz a realidade seria outra e quem vive nas favelas sabe que existe uma estreita relação entre os grupos armados e a polícia. Uma reformulação na polícia é imprescindível uma vez que a corrupção é parte do enorme problema. A favela é espaço para o comércio da droga, mas políticas efetivas de combate em instâncias maiores para o controle da circulação das drogas nas fronteiras é insignificante frente ao estardalhaço que governo e mídia fazem quando operações desse gênero são realizadas nas favelas onde vivem os excluídos que o Estado parece ter entregue à própria sorte.
E como se não bastasse o descaso e a ineficácia das políticas públicas, a população das comunidades de baixa renda ainda têm que enfrentar o inimigo número um da pobreza no Brasil, a Mídia que, enfatizando a criminalização nas favelas, legitima as atrocidades cometidas contra a população ao destacar sempre a versão "oficial" dos policiais reforçando o preconceito e negando o diretito de fala dos moradores que têm suas denúncias de irregularidades na ação policial catalogadas como "sem procedência". Reforçando o esteriótipo de que todo morador da favela é envolvido com o narcotráfico, a mídia sutil e covardemente desqualifica o discurso dos moradores dessas comunidades quando estes tentam se manifestar.
A polícia afirma que cinco dos mortos tinham envolvimento com o tráfico de drogas e oa sexta vítima ainda não se sabe os motivos da morte. Com certeza não morreu de felicidade com a operação um dia depois do dia do trabalho! Quem irá discordar da versão oficial?
Esperemos a próxima operação em favelas do Rio e os números de vítimas que nos levam aceleradamente para o topo do Ranking da violência no mundo. Ainda mais com a necessidade urgente de mostrar serviço à opinião pública internacional em polvorosa com a Copa do Mundo e as Olimpíadas no país do carnaval. Yes nós temos banana de dinamites para dar e vender!
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10/10/2010
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