sexta-feira, 19 de março de 2010

SE ALGUM SETOR DEVE SER SACRIFICADO QUE SEJA O DA EDUCAÇÃO


A greve de professores em São Paulo trás mais uma vez à pauta de discussão a problemática da Educação no Brasil. 

Para Diógenes – o cínico, a base do Estado é a educação de seus jovens; mas no nosso país, ao contrário do que se espera de uma nação civilizada, a educação pública nunca é prioridade nas metas governamentais e se algum setor deve ser sacrificado é de praxe ser a educação.


Segundo Paulo Ghiraldelli Júnior muito bem nos lembra em seu imperdível artigo ( O Ensino Público Paulista sobreviverá? ) “no cômputo geral do dinheiro de São Paulo, o governador tem outras prioridades (talvez até algo não confessável) e um dos setores deverá se sacrificar em benefício de outros. A educação pública foi escolhida para o sacrifício e, no interior desta, a categoria dos professores é a menina dos olhos de Serra para ser punida. Uma greve de professores se torna logo impopular – isso o governador sabe bem. E uma escola pública capenga em qualidade, para um Brasil pobre, é até mais do que o trabalhador sonha. Os grupos de classe média? Bom, esses grupos que se virem e paguem escolas particulares, ainda que estas, na atual situação, também não estejam lá muito bem das pernas em termos de qualidade pedagógica”

Ou seja; muito pouco se pode esperar de um país que deveria ter buscado soluções sócio-educacionais e políticas dez anos atrás para que hoje não estivéssemos mergulhados no caos social em que nos encontramos, mas que, ao contrário do que se espera, continua negligenciando esse setor hoje condenando nosso corpo social a seguir padecendo da enfermidade crônica da ignorância no exercício pleno de sua cidadania sabe Deus até quando.

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