Quando criei esse espaço visualizava-o como um fórum para promover o debate e a reflexão sobre as problemáticas oriundas da exclusão sócio-cultural e artística.
Desses três aspectos da vida em sociedade tive a oportunidade de experimentar os três. E confesso que o sabor não é muito agradável.
Vivenciando na pele as conseqüências da ignorância humana percebi que dependendo da natureza das vítimas da exclusão as consequências em termos psicológicos alcançam níveis de perturbação algumas vezes irreversíveis como pude atestar em vários alunos arrebanhados pelo narcotráfico que vi perderem a vida jovens e cheios de possibilidades, ou até mesmo os que tiveram força para seguir vivos, mas não para superarem a baixa estima se entregando às drogas lícitas e ilícitas vivendo como espíritos errantes no umbral da vida supostamente em sociedade.
Basta abrir o jornal diariamente na Cidade do Rio de Janeiro e em outras capitais brasileiras para perceber isso mais claramente. É claro que esse “câncer” social não é privilégio das grandes cidades e muito menos do Brasil. Mas com certeza ele se agrava nas grandes cidades por diferentes motivos e no Brasil se torna absurdo quando é evidente a nossa riqueza, não só cultural e artística, mas também de recursos naturais.
Esse espaço à princípio era justamente para promover essa reflexão e buscar caminhos com almas, entenda-se aqui como pessoas, afins a esse raciocínio que estivessem dispostas a buscar alternativas criativas para minimizar as conseqüências das injustiças sociais na vida de crianças e jovens; mas uma vez criado ele acabou ampliando as possibilidades e hoje vejo pelo Google Analitcs outras pessoas conectadas em outros países online comigo e me emociono de saber que existem pessoas que estão interessadas em somar na construção de um mundo melhor.
Estou descobrindo pouco a pouco as ferramentas da web e espero em breve conseguir dinamizar um pouco mais esses contactos que estabeleço. Ainda não tenho recebido a quantidade de comentários que desejo receber; mas tenho certeza que a medida que consigo organizar o espaço um pouco mais, alguns contatos se tornarão parceiros e quem sabe estabeço intercâmbios e troca de experiência, que é realmente o que sei e gosto de fazer.
Buscar na web o apoio que não tinha merecido até então das instituições governamentais também era um objetivo secundário e agora só posso ficar esperançoso das possibilidades que se abrem a partir das iniciativas que tomei aqui.
Em outubro estarei participando de um Congresso Internacional de Arte/Educação no México representando o Brasil; e isso consegui a partir de links estabelecidos na web.
O ano letivo está se iniciando como já disse no post anterior e com certeza a dinâmica será outra a partir das parcerias estabelecidas.
Estarei contando a partir de hoje alguns capítulos significativos da minha trajetória artística e da minha infância e adolescência na comunidade da Maré nas décadas de 70 e 80.
Espero que os interessados possam tirar algum proveito desses relatos e experiências.
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