Fazer qualquer comentário frente a tão esclarecedor artigo é perder tempo. Aqui publico esse artigo que e oferece a leigos e teleguiados outros pontos de vistas sobre a verdadeira situação no oriente médio.
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Roberto Numa
Grupo Atlan Itália
Fonte: Projeto Orbum
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Roberto Numa
Grupo Atlan Itália
Fonte: Projeto Orbum
O que está acontecendo na faixa setentrional da África e do Oriente médio è algo pouco compreensível, se visto fora do contesto político estratégico internacional. Como juntar, de fato, o que aconteceu na liberal Tunísia, com o Egito dos mulçumanos e dos cristão-coptas, a Líbia dos beduínos, Israel e a Palestina, o Irã dos xiitas, o Iraque e a Síria dos sunitas? Neste caleidoscópio de raças e religiões, è bom proceder com ordem.
Fazia tempo que o timer da revolta estava correndo, mas a bomba explodiu “casualmente” em dezembro, na Tunísia. Um cara, vendedor ambulante nas feiras, suicidou-se se queimando em praça publica, por uma multa recebida pelos fiscais do município onde morava.
Um fato aparentemente sem um valor especifico, alem do drama pessoal do ambulante, resultou no estopim que deu inicio à revolta popular, que em pouco menos de dois meses, de forma pacifica, destronou Ben Ali, o ditador há 23 anos no poder. Custaram algumas centenas de vidas, mas podia ter sido pior.
Como uma onda do mar, os protestos apareceram no Egito, onde uma ditadura militar controlava o Pais desde o fim da segunda guerra mundial. O Presidente Hosni Mubarak, apos 30 anos de poder, tentou resistir matando a sua própria gente, conseguindo desta maneira o impossível: juntar muçulmanos e cristão-coptas, eternos inimigos, numa luta que terminou com o seu exílio dourado em Sharm el Sheik, a pérola do Mar Vermelho, aconselhado pela própria junta do Exercito, que assumiu “temporariamente” o poder, até próximas eleições.
A onda transformou-se em tsunami, e chegou na Líbia, do coronel Kadhafi. Ele também, há 42 anos no controle total do povo e do território, recusou-se a ouvir os clamores da praça, e pensou em sufocá-los com o fragor das armas. Fez milhares de vitimas, destruiu comunidades e centros urbanos, desarticulou toda a economia, retirou toda a riqueza acumulada através da venda do petróleo às nações ocidentais, mergulhou, junto com a sua família e seus seguidores, numa espiral de horrores que terminou somente com a sua própria morte.
A onda, neste meio-termo, propagou-se ao Yemen, à Arábia Saudita, à Síria, e ali pareceu parar. A dinastia dos Assad, ditadores há 40 anos, havia conseguido um resultado excelente: de etnia xiita-alawita, com somente os 12% da população total da Síria (composta pelo resto de sunitas), criou uma aliança de ferro com o Irã, a Rússia e a China.
Sem matérias primas de vital importância (leia-se petróleo), a Síria era, porém, a guarita de segurança territorial contra o eixo Israel- Estados Unidos, e logo virou a mais poderosa inimiga do estado hebreu, controlando de fato o vizinho Líbano, e indiretamente a Jordânia, além da Faixa de Gaza.
Ao Assad (pai) foi confiada a missão de criar uma barreira armada, patrocinado pela China e sobretudo pela Rússia, à propagação da influencia israelita na região, coisa que faz ate hoje através do controle das milícias revolucionarias do Hezbollah do Líbano e de Hamas na Palestina. Assad filho, o sucessor, continuou na mesma política, estreitando ainda mais os laços com o Irã dos xiitas, cercando desta forma Israel de todos os lados, menos um, o do Egito, parceiro no projeto de trégua que continua há anos, desde a época do primeiro Mubarak.
E agora a onda voltou ao Egito, ultimo lado deste triângulo.Os militares, que prometeram ao povo vencedor, após a fuga do ditador, que iriam fazer as reformas antes das prometidas eleições de 28 de novembro, não as fizeram, mas em compensação criaram ainda mais confusões. Permitiram o reaparecimento dos conflitos étnicos entre muçulmanos, maioria do país, e cristão-coptas, que degeneraram em um inicio de guerra civil. Em seguida colocaram o exercito na rua, e recomeçaram a matar o povo, novamente reunido na Praça Tahrir, da capital Cairo, pedindo a mesma coisa de um ano antes: liberdade e trabalho.
No meio da confusão, mataram uma candidata presidencial, para aumentar os protestos e favorecer os partidos fundamentalistas islâmicos, muito interessados (como os militares, que, porém não podem confessar abertamente) na ruptura da convivência pacifica com os vizinhos hebreus.
Até este ponto, o quadro está mais claro. De um lado Israel está quase totalmente cercado por três potências muçulmanas (Irã, Síria, Egito), sem esquecer os outros países árabes (Palestina, Iraque, Líbano, Jordânia, Turquia) que gostariam muito de redimensionar o poderio politico-militar de Israel. Do outro, Israel está sentindo a ameaça acercar-se e tentará justificar um ataque para obrigar os seus parceiros políticos (EUA e a Europa) a apoiá-los num conflito que redesenhará o xadrez internacional.
A estratégia já começou, e uma base de mísseis Iraniana, que serviria ao eventual lançamento de ogivas nucleares, foi pelos ares poucas semanas atrás por um comando do Mossad, o serviço secreto israelita. Antes, porém, haviam invadido com um vírus letal todos os programas eletrônicos, técnicos e industriais, que podiam ter a ver com a construção de material nuclear adotado pelos Aiatolás.
No meio de tudo isso há somente uma coisa: petróleo. O controle energético da matéria prima e das vias comerciais de transporte. Que poderá redesenhar o mapa da importância e das influências dos grandes eixos econômicos do próximo futuro.
E isto è tudo, infelizmente.
Mas, se lermos esta historia de um ponto de vista diferente, quântico, notaremos outros detalhes, da maior importância.
Mais de meio século de opressão militar, está é a história da África do Norte. Terra de conquista para franceses, ingleses, italianos e alemães, foi abandonada nas mãos dos exércitos locais para conter um povo maltrapilho e guerreiro, que precisava ser “adormecido” com alguma reforma e um punhado de farinha. A extrema necessidade na quais quase todos estavam ajudou os mais temerários, entre os militares, e os mais poderosos, entre os civis, a criar este estado de coisas que perdura até hoje.
Aí bastou um homem, o tal de “ambulante tunísino”. Pode até parecer curioso, ou fantasioso, mas vivendo numa matrix quântica, onde atos, e sobretudo pensamentos, influem diretamente sobre tudo e todos, o poderoso pensamento coletivo de uma nação inteira, e em seguida de outras, criou um movimento que se expandiu não somente no vizinho Oriente Médio, mas até Roma, Madrid e Nova York.
O pensamento engrossou, e virou outro. Não mais pão, eleições e liberdade, mas somente liberdade… dos centros financeiros que determinam a qualidade de vida dos povos, dos grandes blocos econômicos que manipulam os ambientes, dos conglomerados da mídia que controlam o pensamento de muita gente.
O que era um grito de desespero está transformando-se em outro, sempre mais global, que reivindica humanidade: respeito, tolerância, solidariedade.
Nesta luta, entre os jogadores do tabuleiro “WAR” que sentam nas cadeiras dos grandes centros de poder, tentando resolver as coisas com as armas, e a massa que clama liberdade com o coração e o pensamento, tentando resolver as mesmas coisas usando a eco visível da Internet e a invisível da rede quântica, quem tem mais possibilidades de vitoria?
Estamos no limiar de uma fantástica reviravolta cósmica, onde valores, antes esquecidos, voltarão com força total, para impor-se numa nova lógica humana. Perante isso, só nos resta rezar, e esperar…nas colinas de Megido.
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