segunda-feira, 12 de abril de 2010

PEDOFILIA.... DA DOENÇA DO DESAMOR AO DISTÚRBIO MORAL.


O chocante caso do assasssino em série de Luziânia, acusado de matar à princípio seis jovens na cidade goiânia destaca várias questões sociais que devemos atentar para que possamos evitar tragédias futuras. 

Problemas sociais se acumulam no seio de nossa sociedade interconectando-se em suas consequências avassaladoras e muito pouco de efetivo temos feito para primeiro minimizá-los e por fim superá-los.

Segundo laudo psiquiátrico divulgado pela polícia o psicopata apresenta "grave distúrbio" sendo uma pessoa "perigosa" que deveria ser mantida "isolada do convívio social".

Então por que essa criatura se encontrava vivendo como normal na pacata cidade de Luziânia?

Eis o X da questão: De acordo com a Agência Estado "quando o laudo foi feito, em agosto de 2009, ele havia cumprido quatro anos da pena de 12 anos no presídio da Papuda, à qual foi condenado por violência sexual contra menores em Brasília. Mesmo assim, foi libertado em 23 de dezembro porque, segundo avaliação do Juizado de Instrução Penal, já havia cumprido um terço da pena e tinha direito à progressão de regime. Estava na primeira semana da liberdade condicional quando, em 30 de dezembro, fez sua primeira vítima, Diego Alves Rodrigues, de 13 anos".

O lamentável episódio chama mais uma vez a atenção para o problema social da pedofilia.

Lúcia Roberta Mello em seu artigo "Pedofilia, uma doença de desamor, um pecado mortal"  lembra com profunda reflexão que "no Brasil, mesmo que já seja considerada uma prática criminosa, a pedofilia continua ocorrendo à larga. Em primeiro lugar por conta da exploração da pobreza, especialmente, na região nordestina do país onde a menina e a mulher, e depois os meninos e rapazes, como citamos acima, são facilmente transformadas em moeda; depois, por conta da falta de denúncia, pois a maioria dos casos conhecidos se dá dentro da própria família, com parentes próximos, o que inibe a vítima de querer efetuar a denúncia".

E vai ainda mais fundo na reflexão e no alerta social "a pedofilia, assim como outros tipos de doença moral, possui um poder de degeneração social que inclui um escuso movimento de propagação que pode ser chamado de contaminação".

"Alimentar bancos de dados com fotos sensuais de crianças, filmes pornográficos envolvendo menores e até conversar a respeito é, por si, a flagrante da necessidade que o doente possui de compartilhar suas experiências com muitas pessoas, pois isto, saber que outros são como ele próprio, o ajuda a alimentar sua doença. E este sintoma talvez seja o mais perigoso tipo de propagação que se dá nos ambientes virtuais da internet".

Fica aqui registrado então o importante alerta da "repórter invisível e cidadã do mundo" Lúcia Roberta Mello: "Não importa o seu nível de indignação, revolta e asco para com essa prática terrível. É de sua responsabilidade, tanto quanto minha ou de qualquer um, registrarmos nossa indignação, agirmos efetivamente contra este mal através da denúncia e, acima de tudo, semeando o amor incondicional em nossos corações e atitudes, para que o amanhã seja marcado por gerações tipicamente amorosas, incapazes de cometerem tais atentados contra a integridade da vida".



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10/10/2010
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